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Alzimara Bacelar: “Bombardeio da Otan impediu brasileiros de chegar a Trípoli”

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A presidente da Federação das Mulheres do Paraná e diretora da Confederação das Mulheres do Brasil – CMB, Alzimara Bacelar, esteve na semana passada no Norte da África, como parte de uma delegação brasileira que buscou tomar conhecimento, no local, dos fatos que estão ocorrendo na Líbia. Publicamos a seguir a entrevista que nos concedeu a diretora da CMB

Hora do Povo - Você fez parte de uma delegação brasileira que chegou até o Norte da África ?
Alzimara Bacelar - Sim, foi formada uma delegação brasileira a convite de um grupo de organizações sociais na Líbia que convidaram parlamentares brasileiros e eu também fui convidada por ter ido à Líbia em 2007, participar de uma conferência das mulheres líbias, por indicação da FDIM. Fomos convidados para verificar no local o que estava acontecendo na Líbia. Comigo foram os deputados federais Brizola Neto e Protógenes Queiroz.

HP - Vocês não puderam entrar na Líbia, não é verdade?
A. B. - É, não pudemos entrar. O plano era descermos em Túnis, depois irmos até Jerba, na fronteira com a Líbia e então atravessar rumo àquele país. Mas o bombardeio estava muito intenso, nós chegamos lá no domingo, dia 14, e as bombas destruíram inclusive a estrada que levava a Trípoli. Os ataques aéreos ocorriam em toda a região fronteiriça e, em Tripoli, foi se intensificando. A informação que obtivemos é que só na capital foram mortos cerca de 3 mil civis naquele período. Ficamos aguardando, mas não foi possível entrar. Podíamos assistir à TV Líbia que transmitia tanto o massacre, quanto as gigantescas manifestações populares de apoio a Kadafi que não são reportadas pela mídia em geral.

hospital tripoli.jpg

HP - Como foi a sua primeira visita à Líbia?
A.B. - Foi em abril de 2007. Estava exatamente em construção um aqueduto que se estenderia por milhares de quilômetros com base em reservas aquíferas do país e com engenharia local. A irrigação iria, a partir dessa obra, se espalhar pelo país. Pude ver um povo saudável, com acesso à saúde e educação públicas, em um país onde o emprego era praticamente pleno.
HP - E esta agressão atual? O que a determinou?
A. B. - Foi o interesse nas reservas líbias de petróleo, que o governo líbio controla e aproveita para investir no país. Os EUA já vinham plantando seus agentes dentro do país. Aproveitaram as revoltas populares legítimas na Tunísia e no Egito para desencadear uma ação golpista a serviço dos interesses externos na região, particularmente as petroleiras americanas. Tentaram camuflar a agressão dizendo que estava em curso um levante também na Líbia. Mas as gigantescas manifestações por todo o país em repúdio à intervenção e aos que se associaram a ela, mostraram ao mundo a farsa desse “levante”.

HP - O que fará esta delegação?
A.B. Fizemos um esboço de um dossiê sobre os fatos e vamos apresentar a diversos setores da nossa sociedade. A vontade do povo líbio de ser soberano é proporcional a suas conquistas e a sua história de luta contra o colonialismo e por sua independência, com o povo aprendendo com cada embate. Tanto assim que a Otan já fez 7.500 bombardeios para conseguir que suas marionetes entrassem em Trípoli onde a luta está sendo travada casa a casa. Durante quase seis meses com todo o poder de fogo da aviação da Otan não conseguiram derrubar este regime popular. Será que isso seria possível se não houvesse democracia, se o líder não fosse popular?

Publicado no Jornal Hora do Povo

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